Administração participativa promove inovação e redução de custos
“Aqui jogamos futebol, não tênis. O gol feito é resultado do trabalho de todos.” É com essa analogia que o CEO da Brasilata, Antonio Carlos Teixeira Álvares, explica a importância do trabalho em equipe e da administração participativa no modelo de gestão da empresa, que atua no mercado de embalagens metálicas há mais de 50 anos.
A Brasilata é 100% brasileira, tem atualmente cerca de 1.000 funcionários e é a segunda maior do setor. Conta hoje com quatro unidades fabris no Brasil –Recife (PE), Rio Verde (GO), São Paulo (SP) e Estrela (RS)–, e exporta embalagens para o Mercosul e tecnologia para México e Itália.
O grande diferencial da empresa, segundo Teixeira, é a valorização dos profissionais. “Os nossos atuais diretores começaram como trainees e temos uma política de não demitir. Quem começa na Brasilata tem a oportunidade de crescer e de se desenvolver como profissional”, afirma.
A Brasilata acumula vários prêmios, nacionais e internacionais. Figurou 14 vezes em premiações envolvendo as melhores empresas para se trabalhar no Brasil e, em 2010 e 2011, esteve entre as 20 empresas mais inovadoras do Brasil, segundo ranking promovido pela revista Época Negócios em parceria com a consultoria A.T. Kearney. Veja mais
“Usina de ideias” promove inovação e reduz custos
Segundo Teixeira, as principais inovações da empresa são em gestão, seguidas por processos, modelo de negócio e produtos.
Entre as inovações em gestão, o CEO destaca o Projeto Simplificação, criado em 1987 e aprimorado ao longo dos anos. “Trata-se de usina de ideias focada na administração participativa e baseada em técnicas industriais japonesas. É um canal de comunicação (uma ‘caixa’ de sugestões informatizada) em que todos os colaboradores participam”, afirma. Em 2011, o projeto totalizou aproximadamente 137 mil novas ideias –cerca de 150 por funcionário–, com 86% de aprovação.
“Todo novo funcionário é contratado como inventor, porque serão suas ideias e seu desempenho que irão colaborar para o sucesso da empresa”, ressalta Teixeira. As melhores ideias, por unidade da empresa, são premiadas mensalmente em uma confraternização com todos os inventores. Anualmente acontece a Supercopa, em que são escolhidas as melhores entre as ideias selecionadas de cada unidade.
Teixeira explica, no entanto, que essa é uma premiação simbólica, porque a real premiação de todos vem com os 15% de participação nos lucros e resultados (PLR), anualmente. “Com boas ideias o faturamento aumenta e todos os colaboradores ganham.”
Uma das ideias do Projeto Simplificação, por exemplo, resultou na criação de tipos de fechamentos exclusivos nas latas e baldes para produtos químicos. Esses modelos, chamados Plus e Biplus, foram patenteados no exterior e hoje são exportados para o México e para a Itália.
Como funciona o Projeto Simplificação
As ideias sugeridas no Projeto Simplificação vão desde melhorias dos processos produtivos até condições gerais de trabalho, técnicas de gestão e capacitação de recursos humanos. As equipes avaliadoras têm o compromisso do reconhecimento e da rapidez tanto na execução, se a ideia for aprovada, como na resposta, seja ela positiva ou negativa. Os critérios para aprovação são a aplicabilidade e a relação custo-benefício.
Com a evolução do projeto, as sugestões aprovadas passaram a ser registradas em um sistema informatizado e hoje conta com um banco de dados de mais de 700 mil ideias. Para Teixeira, esse registro desempenha um importante papel em termos de gestão do conhecimento, porque, além de não correr o risco de ser perdido, torna a ideia acessível a todos.
Cada unidade da empresa tem uma equipe que faz parte da administração do projeto e que se reporta diretamente ao CEO. Essa equipe é coordenada pela pessoa que exerce em sua unidade a chefia da coordenadoria de desenvolvimento de pessoal.
A cada trimestre a diretoria se reúne com todos os inventores para comunicar os resultados. A finalidade é prestar contas aos funcionários, que são considerados acionistas virtuais da Brasilata. “Cada funcionário se sente como dono da empresa e a diretoria considera esse um importante ativo intangível”, afirma o CEO.

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Samuel Fragoas
July 4, 2012
Capital de Ideias. De parabéns a matéria.
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August 4, 2012
Hi I am Scott Lee, an analyst, consultant, speaker, strategist and writer on topics related to digital content technology.
Interesting post!
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August 10, 2012
Oi, meu nome é Daniel Berman e eu sou um criador de séries de TV, produtor / diretor, DP, fotógrafo, editor e fundador dos Prémios móvel de fotos.
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